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Atenção, Franky

por 4 de Novembro de 2012Hoje é dia de Sporting0 Comentários

Até ao momento, ainda antes do jogo de hoje, o Sporting tem o segundo pior ataque da Liga. E não é tudo. Para além de apenas uma vitória na competição, a equipa não marcou qualquer golo nos primeiros 45 minutos de cada jogo. 



Vercauteren garante que não vai fazer «qualquer revolução, mas sim um trabalho gradual» e que «há pouco a mudar». Pois bem, a primeira revolução terá de ser esta: criar na equipa o sentido de urgência e da necessidade de não perpetuar toda a dormência de jogo a que os adeptos têm assistido. Ter uma qualidade de jogo pobre, uma mentalidade ofensiva inexistente e uma vontade de resolver o jogo na primeira parte quase nula, é embaraçoso – e devia sê-lo para os próprios jogadores. Diz o ditado: quem não se sente não é filho de boa gente. Esta época, o plantel do Sporting não parece sentir o que quer que seja. 
O problema pode estar no empenho, no ânimo ou na liderança, mas, com sete jornadas passadas e mais alguns jogos nas competições europeias, a questão parece estar cada vez mais na qualidade, quer colectiva quer individual. Podemos estar redondamente enganados, é verdade, mas provem-nos o contrário. 
Em Setúbal, na estreia de Franky Vercauteren, o Sporting joga mais um de muitos jogos decisivos. Na lista de convocados, o destaque vai para as ausências de Carrillo e André Martins. O peruano, que no ano passado se tornou peça importante – em virtude de algumas boas exibições, mas também de um Jéffren muito aquém das expectativas – foi castigado pelo seleccionador do Perú e faz agora uma travessia no deserto. Pelo que mostrou esta época, tem muito trabalho pela frente para conseguir voltar a entrar nas opções. Esperemos que, para o bem de Carrillo e da equipa, Franky tenha o condão de fazer renascer o próximo Nani, nem que para isso seja preciso um chicote belga. 
Mais estranho é o caso de André Martins, que se torna ainda mais difícil de compreender quando a opção tem passado por Adrien. Por inúmeras vezes, n’As redes do Damas, temos discutido o falhanço Adrien. Não porque a decisão seja uma simples teima com o jogador - o que até poderia ser perfeitamente razoável -, mas porque se trata de um caso paradigmático dos erros na gestão desportiva desta época. Sobre isto, não nos parece que Vercauteren seja leitor assíduo, mas, ainda assim: atenção Franky, repetir esta escolha, nos mesmos moldes, é meio caminho para a queda. E as primeiras impressões são implacáveis.
Até lá, e até aos tais dois meses de trabalho de que diz precisar para ter alguma influência real no que resta da temporada, vamos apoiar o timoneiro e acreditar na vontade que o Franky diz ter em fazer um bom trabalho e deixar uma marca . Começa já hoje, em Setúbal.