Tempo a mais…

por 8 de Outubro de 2012À saída do estádio0 Comentários

Mais complicado do que escrever sobre o Sporting, só mesmo treinar a equipa principal de futebol ou encontrar alguém com competência na estrutura da S.A.D. Chego ao ponto de ficar baralhado com a quantidade de críticas que posso fazer em todas as direcções. Tento racionalizar sobre o que se passa, tento encontrar aspectos positivos no meio de tanta mediocridade, mas não consigo. Não há estratégia nem rumo que pareça salvar este Sporting. É tão medíocre que tenho de fazer um esforço para utilizar uma linguagem aprazível e num tom ameno. Nada parece fazer sentido.

Esta direcção do Sporting tem falhado escandalosa e continuamente. O relatório e contas está à vista de todos, os casos PPC e Carlos Barbosa têm os contornos por todos conhecidos e, no que toca ao que se passa dentro das quatro linhas, em nada melhora.

Num clube onde não há tempo, porque damos nós tanto desse tempo a quem realmente não percebe nada disto?

Domingos, que num dia era o homem no sítio certo com o projecto certo, passou a ser um traidor que almoçava com os dirigentes do clube mais corrupto do futebol português. Sá Pinto, com um passado carregado de mística sportinguista, foi lançado para “esconder” os erros grosseiros da gestão desportiva desta direcção. Treinadores diferentes, mas com o mesmo desfecho. Um final infeliz com direito a saída pela porta dos fundos.

É óbvio que não compreendo como consegue o fantoche do presidente do Sporting manter-se no clube. Erros atrás de erros. Este já teve mais tempo que os treinadores, que os jogadores, que a equipa médica… Enfim. Já teve, até, tempo a mais. É incontestável que errou e é por demais evidente que não é capaz. Temos um presidente que foi eleito – tenho as minhas dúvidas – por Sportinguistas e somos nós os Sportinguistas que temos de tirar esta aberração do comando do nosso clube.

Uma pessoa a quem reconheço competência, qualidade e que é um excelente dirigente – falo de Jorge Nuno Pinto da Costa -, teve três treinadores e sentiu-se fragilizado? Há quantos anos lá está e quantos campeonatos ganhou depois disso? Vamos ser pragmáticos e pensar que há vida depois da vida e que eu não estou aqui para me defender, mas para defender o Sporting”.

Em vésperas do jogo no Porto, elogiar o maior corrupto do futebol português na tentativa de justificar a sua fraca competência e o seu projecto malogrado, é no mínimo surreal – para não dizer idiota -, mas ver ontem o Flopes sentado ao lado de “Al Capone” distribuindo apertos de mão e sorrisos, tira-me do sério!

Enquanto este problema continuar, continuaremos a “queimar” treinadores, a chorar por erros de arbitragem e achar que nenhum jogador tem talento e estaleca para representar o Sporting.
Este Sporting está condenado ao fracasso. Este Sporting, com este presidente e com esta mentalidade, vai caminhando a passos largos para o abismo. Temos e devemos mudar isto. O Sporting precisa de coisas simples e básicas. Precisamos de um PRESIDENTE forte, com carisma e com ambição.

No que respeita ao futebol jogado, ontem foram mais 90 minutos de total desacerto de uma equipa que está de cabeça perdida. Dois remates e dois cantos numa hora e meia de jogo é demasiado pouco – para não dizer nada – para uma equipa que luta pelo primeiro lugar. Oceano não ajudou com substituições, mas também não tem culpa que em 12 meses de trabalho, estes jogadores não consigam fazer um passe, uma jogada com cabeça, tronco e membros, ter posse de bola, equilíbrio ou rasgos individuais. Oceano não tem culpa que os jogadores virem as costas aos lances ou que não disputem a bola com mais vontade que o adversário. Oceano não tem culpa do campo estar inclinado. Oceano não tem culpa de não conseguir travar o melhor jogador do Porto: Jorge Sousa.

No fim, acaba tudo aos abraços, trocas de camisolas e beijinhos ao som de Quinta do Bill. É bonito. Quando muitos Sportinguistas destilam ódio por outro clube em Lisboa, esquecem-se que o verdadeiro inimigo está no norte do país. E tem nome, chama-se Futebol Corrupto do Porto.