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Reencontros

por 4 de Outubro de 2012O Sporting lá fora0 Comentários

O jogo de hoje, frente ao Videoton, será um jogo de reencontros: Caneira, Paulo Sousa e Renato Neto passaram todos pelo Sporting. Os dois primeiros foram jogadores com maior destaque. De Caneira recordamos o golo fabuloso que marcou a Toldo, em 2006, na 1ª jornada da Liga dos Campeões, frente ao Inter de Milão; Paulo Sousa ficará para sempre ligado à derrota de 13 de maio de 1994, em Alvalade. Quanto a Renato Neto, a meio da época passada foi repescado à última da hora do Cercle Brugge – onde era titular – para ser titular no Sporting. O brasileiro, formado nas escolas do clube, chegou, treinou e, na primeira convocatória, entrou directamente para o onze na recepção ao FC Porto. Hoje, depois do regresso em grande, é mais um dos jogadores eternamente emprestados que, mais uma vez, defrontam o clube e procuram mostrar a todo o custo que o futuro pode, ou não, passar por Alvalade.

Para além destes três jogadores, a equipa húngara conta ainda com mais um português – Filipe Oliveira – e com, pelo menos, outros dois jogadores que conhecem bem o campeonato português. É, portanto, uma equipa com alguma qualidade e que sabe com o que pode contar. Posto isto, e apesar deste provável à vontade do Videoton, as palavras de Sá Pinto não deixam de ser curiosas: «Não existem vencedores antecipados e nem favoritos a nenhum jogo. A imprensa dirá aquilo que quiser, mas nós vamos entrar em campo com o mesmo respeito e serenidade. No relvado é que vemos quem é realmente favorito, isto porque hoje em dia são cada vez menores as diferenças entre as equipas».


Por um lado, não deixa de ser verdade que, cada vez mais, as diferenças se vão esbatendo e que é preciso respeitar sempre o adversário. Por outro, Sá Pinto – em paralelo com a decisão de deixar de fora Capel, Carrillo e Elias – parece ter, desde o último jogo, uma limitação psicológica à imposição, pelas palavras, do poderio do Sporting frente ao Videoton. Ou seja, as palavras que vocifera para dentro das quatro linhas e com as quais procura motivar e dar confiança à equipa, nessas, já nem Sá Pinto parece acreditar.

Certo é que, sem Capel, Carrillo – os dois extremos titulares frente ao Estoril – e Xandão – este por castigo -, as mudanças na equipa são mais que certas. Para além disso, os regressos de Pranjic e Boulahrouz são óptimas notícias. Pelo que mostraram, o croata e o holandês merecem mais minutos nas pernas e menos problemas musculares. Quanto à táctica, essa, é uma incógnita. O 4-3-3 do início de época já foi revisto e deu lugar a um 4-4-2 tresmalhado. Dentro de campo, esse mesmo 4-4-2 já foi alterado a um ritmo alucinante e sem qualquer possibilidade de análise prática. A verdade é que, sem ritmo, sem dinâmica, sem pressão, sem agressividade, sem responsabilidade competitiva durante 90 minutos, qualquer táctica se torna um pesadelo de difícil resolução.
1ª edição Corrida Sporting; 16 Out 2011
Por isso, há que ter em conta o seguinte: a pouco mais de semana e meia da Corrida Sporting, já há 4500 inscrições de pessoas que vão pagar para correr 10 km pelo Sporting, no próximo dia 14 de Outubro. Pede-se apenas que os que entrem em campo corram um pouco mais, para que no final, depois de tantos reencontros, o principal reencontro seja com as vitórias.