Post-agora

Não encontro resposta.

por 30 de Outubro de 2012À saída do estádio0 Comentários

Que jogo tão pobre do Sporting.

Um breve resumo sobre o jogo, porque o problema do Sporting está muito para além do rectângulo verde.


Os primeiros quarenta e cinco minutos foram simplesmente fracos. Na primeira parte, o melhor do Sporting foram os adeptos. Na segunda parte, tudo diferente, excepto um factor: a Académica controlou o jogo, o Sporting não fez três passes seguidos e, num lance de inspiração do jogador da briosa, Rui Patrício demonstrou o porquê de ser o melhor de todos. A equipa do Sporting, se assim se pode chamar, em noventa minutos rematou sete vezes. Não fez uma jogada digna de registo. O único lance que podia ser de perigo, nos pés do nosso ponta-de-lança, não passou de uma jogada inofensiva  O facto que não mudou foram os vinte cinco mil adeptos na bancada que, mesmo debaixo de um dilúvio, continuaram a apoiar a equipa .


Fora das quatro linhas, continua o descalabro total. Depois de dezassete dias para encontrar o sucessor de Sá Pinto e Oceano, o treinador chega, mas só começa a trabalhar passados oito dias. Não assumir a equipa na Bélgica é compreensível, agora, no jogo de ontem, não encontro justificação. Será que é para poupar um ordenado? Com a gestão deste presidente, acredito que possa ser isso.

«Tenho Luís Duque e Carlos Freitas comigo porque eu não percebo nada de futebol». As palavras são de Godinho Lopes e nestas eu acredito. O que não entendo é o facto de Godinho Lopes, depois de dispensar os serviços dos seus homens do projecto, passar a tomar conta da pasta do futebol. Tirou algum curso ou, através da experiência, passou a ter licenciatura? Não encontro resposta.

No Sporting existem muitos problemas. Mas ontem, por todo o estádio, desde os topos às centrais, todos se expressaram em uníssono. Posso afirmar, pelo que assisti, que todos os adeptos já terão percebido que estamos a ser geridos por um grupo de pessoas que se baseia nos interesses pessoais e não na instituição Sporting. Terão percebido que estamos a ser geridos com incompetência e falta de profissionalismo.

Por volta das 22h30 entro no meu carro, encharcado, cansado e angustiado com o que se tinha passado e penso que ainda tenho que fazer 120 Km para chegar a minha casa. Depois de assistir a mais um jogo pobre, sem qualidade, sem brio, sem esforço e sem respeito pelos adeptos, caio na realidade e interrogo-me sobre o porquê do meu esforço e da minha dedicação.
Porque vou eu gastar dinheiro para ver isto? Não encontro resposta.

Sinto o Sporting de uma maneira estranha, como se de uma droga se tratasse. Vou à procura daquela sensação de bem estar e que tudo pode ser perfeito. Vou à procura de sensações boas e de momentos de excitação, mas este Sporting está a consumir-me, está num patamar que me faz perder a noção da realidade. Fico de rastos com esta dose “Sporting”.


Ontem, quando cheguei a casa, tomei um banho e deitei-me. Pouco antes de desligar a luz do quarto, deparo-me com o meu cachecol do Sporting Clube de Portugal no chão. Abandonado e tratado com desprezo. Eu estava revoltado, não conseguia falar, nem escrever, nem ler nada que se relacionasse com o Sporting. Tentei adormecer mas não me saía da cabeça que o meu cachecol do Sporting Clube de Portugal estava espalhado no chão. Levantei-me, agarrei no cachecol e, ao ritmo de um suspiro, volto a colocá-lo no sítio devido - por cima do quadro da equipa campeã nacional em 1999/2000 - e pergunto-me, porque gosto tanto de ti?

Não encontro respostas.