A escola do Luis

por 22 de Outubro de 2012À saída do estádio0 Comentários

As aulas começaram há quatro meses. Na escola, foram feitas algumas obras para que tudo estivesse na perfeição. Foram feitas modificações para que os alunos iniciassem o ano lectivo da melhor forma e com melhores condições, de maneira a que a sua produtividade não pudesse ser afectada.

Passados quatro meses, o director da escola anuncia à turma dos verdes que o professor Ricardo não seria mais o professor da turma, e os miúdos ficam baralhados com tanta mudança de professor. Num ano e meio tiveram o professor Domingos e o professor Ricardo. Não é fácil para os miúdos habituarem-se aos diferentes métodos em tão pouco tempo.

Segue-se o novo professor substituto, o professor Oceano. Depara-se com uma turma de fraco rendimento. Poucos são os alunos de notas elevadas e de capacidades acima da média. O professor Oceano sabe que vai ser substituído a qualquer momento – 17 dias já passaram – mas o Director não estabelece um prazo. Deixa nas mãos de um professor sem experiência uma turma que, até ao momento, conseguiu quebrar todos os resultados negativos em tantos anos de História.

Esta turma, a turma dos verdes, está numa situação no mínimo periclitante. Estamos a 22 de Outubro, a meio do primeiro período, e esta turma já reprovou neste ano lectivo. Tirando um ou outro aluno, como é o caso do Aluno Rui, ou mesmo do menino Fábian, são poucos os resultados positivos para uma turma de 25 alunos.

Nesta turma, há miúdos esforçados, bons rapazes e com caras bonitas. Mas nesta escola, que pelo menos tinha a tradição de se pautar pela qualidade e exigência, são alunos não dedicados. Não são trabalhadores. Parece que estão sempre à espera que toque a campainha para ir para o intervalo, jogar ao berlinde ou rapar um tazos aos colegas.

Ontem, corrigir o teste foi uma tarefa penosa. A maior parte da turma foi varrida com a nota “Não Satisfaz”. Num teste de BÊ-Á-BÁ , a turma dos verdes voltou a ficar aquém das expectativas. Mas não podemos culpar o professor, ele nem sabe em que parte da lição ficaram os alunos.
Esta escola – que é uma escola de prestígio – tem na sua liderança um director fraco. Quando assim é, não há professor que ensine, nem aluno que aprenda.

Nesta escola, que é a escola do Luís, neste momento, é por demais evidente que, até ao fim do ano lectivo, haverá uma reestruturação. Na escola de Alvalade, deveria ser escolhido um novo director. Um director que trouxesse um projecto sincero, simples e fácil de transmitir aos professores da turma.

Estes mesmos professores, quando liderados por alguém que os proteja, também trabalham melhor. Acreditam na sua maneira de ensinar e nas suas técnicas de pedagogia. Ao mesmo tempo que os alunos, sentem que têm um professor de pulso firme e que o melhor é mesmo aplicarem-se,porque senão vai haver recados na caderneta.

Esta escola transporta-nos para a desgostosa situação real do meu clube. Estou entulhado de desgostos e frustrações. Por isso, deixo me ficar pelas histórias, já que, pelo menos a essas, sou eu que lhes dou um final. Sporting Sempre, mas não este, certamente.