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O árbitro, o jogo e os adeptos

por 25 de Setembro de 2012À saída do estádio0 Comentários


Supostamente, o árbitro Vasco Santos deveria ser o elemento que menos destaque devia ter. O sujeito que apitou ontem, em Alvalade, não foi profissional e os seus auxiliares não foram competentes. O nível de arbitragem nos jogos do Sporting tem sido fraquíssimo. Na jornada passada, com outro sujeito de nome Carlos Xistra, no Funchal, não foi validado um golo e foi assinalada uma falta inexistente da qual resultou o empate e a consequente perda de pontos. Ontem, foram dois fora-de-jogo gritantes, uma expulsão absurda e muita asneira. O Sporting ganhou, mas o árbitro tentou inventar. Não resultou.

Antes da minha viagem até Lisboa, leio na rede social twitter a seguinte mensagem de Marcelo Boeck: «Hoje venho falar à melhor e mais apaixonada nação que já conheci! Hoje iremos juntos fazer valer o nosso lema: Esforço, Dedicação, Devoção e Glória! Façam da vossa frase: “Nós acreditamos em vocês!” o grito do vosso coração esta noite, na nossa casa… Pois vocês fizeram todos nós (direcção, equipa técnica e jogadores) trabalhar e viver para isso! Hoje juntos vamos poder fazer o Sporting ser aquilo que ele merece e sempre foi: grande!!! A História ainda não acabou, está apenas a começar. Campeões crescem nas dificuldades, assim sabe melhor! Até logo».
Esta mensagem reforçou-me a ideia de que horas mais tarde podia acontecer algo de bom. E não andava muito longe.

O Sporting entrou em campo como se entra para uma guerra, para ganhar!
Começa o jogo e, em 5 minutos, o Sporting cria duas oportunidades claras de golo. Aos 6 minutos, Xandão chuta contra um jogador do Gil Vicente a bola ressalta para Cédric, este falha o corte, sobra para o avançado gilista que, com o queixo – tudo acontece – domina e faz o golo. E aqui acaba a história do jogo para o Gil Vicente.

Nesta vitória, na qual eu felicito todos os jogadores, os destaques n´As Redes do Damas são para Izmailov – óbvio – e Rinaudo. Com o russo em campo, o Sporting apresenta um futebol perfumado. O Czar é o cérebro da equipa. Já Rinaudo, tem a mística. Corre, recupera, luta. É, sem duvida, o pulmão do Sporting, é um jogador que dá a esta equipa outra dinâmica e outra atitude.
Rojo teve momentos de intermitência, assim como Xandão. Insúa é um poço de força, é titularíssimo, sem qualquer tipo de discussão. Cédric fez o seu pior jogo pelo Sporting, a par de Capel que, apesar do golo, atravessa o pior momento de forma desde que chegou ao clube. A estreia de Viola tem nota positiva. Alguns passes falhados, mas bons movimentos. Velocidade e atitude foram os apontamentos deixados na sua apresentação. Contudo, neste momento, continuo a achar que Carrillo tem lugar cativo no onze. Ricky deu-nos três pontos. Obrigado por isso, e só por isso.

O Sporting correu, lutou, rematou. A sorte tinha de bater. Ricardo Sá Pinto procurou-a e foi feliz. Os golos apareceram com uma total anarquia táctica. O suor e o coração foram suficientes para levar de vencida esta fraca equipa, que se limitou a estacionar o autocarro à frente da baliza. O árbitro apita para o fim do jogo e os guerreiros leoninos abraçam-se após uma vitória suada. Uma vitória do querer e da vontade. Mas é importante realçar que foi apenas uma vitória contra o Gil Vicente. Compreendo que seja festejada com mais ânimo, por eventualmente trazer estabilidade e tranquilidade a toda a equipa técnica, bem como aos jogadores.
O melhor da noite, a meu ver, os Adeptos.
Depois de uma viagem cansativa, chego a casa dorido e afónico, mas feliz com a imagem do festejo do segundo golo em alvalade. 25 mil Leões sedentos de vitória, que transformaram o estádio num vulcão.
Alvalde foi palco de um grande espectáculo. Alvalade foi, ontem, o Teatro Bolshoi ou o dell’Opera, com uma peça sem muito conteúdo, mas com muita elegância. Um cenário estrondoso com uma plateia maravilhosa. São momentos como os de ontem que nos fazem abraçar desconhecidos e cantar até nos doer a alma. Um clube com adeptos assim nunca morrerá. Parabéns a todos que estiveram ontem em alvalade. Acabo com o grito do nosso coração, como diz Marcelo Boeck, “Nós acreditamos em vocês!”.

Sporting Sempre.