Quinta-feira, 23 de Maio de 2013
Espelho meu, espelho meu, haverá pior do que eu?
O jogo entre o Sporting e o Náutico enquadrava-se na cerimónia de inauguração da nova arena de Pernambuco e marcou também o regresso dos leões ao Brasil mais de 50 anos depois. O jogo terminou empatado a um golo e o único aspecto positivo, e digno de registo, que consigo descortinar nesta deslocação a Recife, terá sido a questão financeira - 300 mil euros. Nem o prestígio do clube, nem o nome do Sporting - não de Lisboa mas de Portugal - saíram reforçados ou honrados.
Tal como em toda a época, neste jogo o Sporting ficou aquém das expectativas. Metendo isto de forma lisonjeira, o Sporting, frente a um adversário nitidamente inferior, não apresentou um futebol organizado e continuado. A equipa jogou sempre em ritmo de passeio e com a atitude "descontraída" de quem já estava de férias, fazendo assim do "Oliveirense" brasileiro, um clube capaz de se bater com um Sporting debilitado. Sem espaço para samba, foi a melancolia do fado que se ouviu em terras brasileiras, os últimos 90 minutos foram o espelho de uma época. Resumindo, foi um Sporting à 2012/2013. Um Sporting sem brio, nem inspiração. Uma equipa com alguns jogadores a fazerem um "frete", outros muito abaixo do que lhes é exigido e outros sem qualidade para jogar num clube com esta dimensão. Um Sporting fragilizado mas ainda assim enxovalhado pela arbitragem.
Em relação ao jogo, aos 22 jogadores, pouca história há para contar. O Sporting entrou melhor, controlou o jogo, e chegou com naturalidade e alguma felicidade ao golo. Num dos raros lances com alguma velocidade, Ricky cruzou e André Martins tenta desviar para golo, acabando por ser o defesa do Náutico a introduzir a bola na própria baliza. Na segunda parte, a jogar com 10 jogadores, num clima pesado, com muito calor e humidade, o Sporting recuou e procurou sair em transições rápidas, não permitindo grandes oportunidades de golo ao adversário. Para lá do futebol, e para acabar a época em beleza, apareceu o senhor do apito. O Man of the Match participou de forma directa nos lances capitais da partida. Expulsou Miguel Lopes porque... não se sabe! E ofereceu à equipa da casa uma prenda, leia-se penalti, de inauguração.
Escreveu-se desta forma, sem honra nem orgulho, o pior capítulo até ao momento de uma história com 106 anos. Foi, infelizmente, uma época recheada de episódios caricatos, embaraçosos, e com alguns momentos confrangedores. É o ponto final ao massacre de que fomos alvo durante largos meses. Esta época terá que servir de exemplo para corrigir e aprender com o que de mau se fez financeiramente e desportivamente, porque fora isso, nenhum de nós quer voltar a falar mais deste ano. Agora é tempo de confiar nos novos ares que se respiram em Alvalade, é tempo de acreditar nesta nova cara do leão e acreditar que o Sporting se está a reerguer. Trabalho, união e Sportinguismo são as palavras de ordem para um futuro muito melhor que o presente.
Na pior das hipóteses, uma coisa é certa: pior que isto não pode haver!
Sporting Sempre.
Quarta-feira, 22 de Maio de 2013
Novo General
As últimas semanas já
perspetivavam que haveria lugar a uma mudança no comando técnico do Sporting
Clube de Portugal. Mas ao contrário do que se passou num passado recente, o
respeito foi a nota dominante. Tanto de Jesualdo Ferreira para com a nossa instituição,
como da direção para com o veterano treinador, nunca houve lugar a mal
entendidos e episódios menos edificantes que há tão pouco tempo faziam
manchetes na pouco credível imprensa portuguesa. A conferência de imprensa após
o jogo com o Beira-Mar é disso exemplo, explicando a todos os adeptos e
associados o desfecho deste ponto que intrigava quanto á preparação da próxima
temporada.
O último ponto que gostaria de realçar sobre o novo treinador relaciona-se com o facto de, tal como Bruno de Carvalho e como cada um de nós, ser sportinguista. “Sou uma pessoa de poucos sonhos, mas com 15 anos só podia mesmo dizer que era um sonho e acreditar que um dia iria treinar o meu clube.” O Sporting precisa de sportinguistas, verdadeiros sportinguistas que, conjugando coração com cabeça consigam definir o melhor rumo para o Sporting Clube de Portugal.
Bruno de Carvalho não deixou os créditos por mãos
alheias e, logo no dia seguinte, evitando especulações desnecessárias e que
apenas iriam fragilizar ainda mais o balneário sportinguista, anunciou e
apresentou Leonardo Jardim como treinador da nossa equipa para a temporada
2013/2014. Camacha, Chaves, Beira-Mar, Sporting de Braga e Olympiakos são as
equipas que constam no currículo do novo técnico que, em todas elas, mostrou a
sua qualidade. Em Chaves, foi campeão da II Divisão e logo na temporada
seguinte levou os aveirenses de novo ao convívio dos “grandes” e logo com o
título da II Liga. O trabalho no Sporting de Braga foi a confirmação do seu
talento, ao conseguir manter o nível competitivo da equipa depois da saída de
Domingos Paciência. As divergências com António Salvador marcaram a sua saída,
tal como em Aveiro e depois na Grécia, onde deixou uma equipa em primeiro
lugar, com apenas 3 empates em 16 jornadas.
As divergências que marcaram a sua saída mostram que
Leonardo Jardim é um técnico muito ambicioso e que não permite ingerências no
seu trabalho. Pragmático e disciplinador, não põe em causa o grupo devido às
diatribes de uma ou outra vedeta, fazendo com que criação de um grupo de
trabalho forte seja o seu principal objetivo. Neste aspeto, será uma das
melhores escolhas que poderiam ter sido feitas para o comando técnico. Em
primeiro lugar, o Sporting necessita de um grupo forte, sem qualquer tipo de
divergências ou de elementos que não se sintam comprometidos a 100% com o que
implica jogar pelo Sporting Clube de Portugal.
Se em Aveiro surpreendeu pela qualidade de futebol
praticado, em Braga confirmou que é adepto e faz com que as suas equipas
pratiquem um futebol pragmático e de olhos postos na baliza contrária, mas que
faz da construção defensiva a base de tudo. Nada mais antagonista do que foi o
Sporting 2012/2013. O setor defensivo foi uma autêntica desilusão, com
elementos contratados a peso de ouro que nunca mostraram qualidade. A ponta
final de temporada mostrou que a Academia de Alcochete continua a formar
elementos de grande qualidade e será certamente á qualidade dos jovens
leõezinhos que Leonardo Jardim irá recorrer para construir a próxima equipa
leonina.
Foto Record
O último ponto que gostaria de realçar sobre o novo treinador relaciona-se com o facto de, tal como Bruno de Carvalho e como cada um de nós, ser sportinguista. “Sou uma pessoa de poucos sonhos, mas com 15 anos só podia mesmo dizer que era um sonho e acreditar que um dia iria treinar o meu clube.” O Sporting precisa de sportinguistas, verdadeiros sportinguistas que, conjugando coração com cabeça consigam definir o melhor rumo para o Sporting Clube de Portugal.
Cansa referir sempre o mesmo, mas Bruno de Carvalho,
com a confirmação de Leonardo Jardim como treinador, jogou uma cartada de
mestre. Evitou especulações sobre o comando técnico após a saída de Jesualdo
Ferreira e, curiosamente, optou por um técnico que estava em muito boas graças
na zona do dragão. A apresentação da restante equipa diretiva do futebol, com
Augusto Inácio como diretor desportivo e Virgílio Lopes como diretor geral da
formação, ficando Bruno de Carvalho com o pelouro da logística e negócios.
Apesar de ter sido mencionado que o lugar iria ser ocupado por um elemento que
estaria em funções na SAD, o Presidente chamou a si a condução destes assuntos,
numa opção que não desagrada em nada, como também evita maiores encargos
financeiros com a entrada de outro elemento para a direção.
Três figuras, uma com o futebol profissional, outra
com a formação e o Presidente com a parte mais burocrática do universo Sporting
representam uma boa redefinição do organigrama do clube, depois de Godinho
Lopes e a sua direção ter imposto uma anarquia completa sobre o Sporting Clube
de Portugal. Como em tudo na vida, com todas as funções e tarefas bem definidas
e sem ingerências infelizes, tudo sai com outra fluidez e qualidade. Assim seja
com o nosso Sporting Clube de Portugal.
Sporting não de Lisboa, mas de Portugal.
Terça-feira, 21 de Maio de 2013
A cadeira de sonho
As dúvidas sobre o futuro continuam, mas os últimos dias trouxeram algumas certezas. Mesmo com a vitória em Aveiro por 4-1, o Sporting alcançou a pior classificação da história; Jesualdo – no que identificou ter sido «dos momentos mais difíceis» da carreira, mas também «um momento de honestidade» – fica de fora das contas da estrutura; e Leonardo Jardim, que já assumiu ser leão, foi apresentado como treinador para os próximos dois anos, com o pré-aviso de que não vai ser possível «apontar metas a curto/médio prazo».
Com a troca de treinador, Bruno de Carvalho voltou a romper com alguns traços que ainda restam do organigrama made in Godinho Lopes. Jesualdo, ainda que apenas desempenhando as funções de treinador da equipa principal, carregava aos ombros o fardo de ter sido uma das escolhas da anterior direcção. Com o rótulo de manager à inglesa de Godinho – e escolhido para iniciar uma nova era –, Jesualdo seria sempre uma sombra para os novos cargos directivos, pondo em causa a autoridade de certos centros de decisão.
A saída é, no entanto, um novo teste para Bruno de Carvalho. Jesualdo, para além de carregar o fardo, suportou também uma equipa completamente estilhaçada e remendou, como pôde, um plantel que, em Janeiro, juntava a posição incómoda no campeonato à saída de vários jogadores que, em setembro, se dizia, seriam essenciais.
E, porque se trata de uma decisão que é tudo menos unânime, é indispensável perceber se a não continuação subentende uma opção integrada no “novo ciclo”, se o presidente teve dificuldades em encontrar argumentos para convencer Jesualdo ou se, por outro lado, e tal como as palavras do antigo técnico o sugerem, a estrutura teve de ficar mais leve, não encontrando as «condições» para que, «no futuro», Jesualdo Ferreira não se sentisse «a mais».
Durante a passagem por Alvalade, nunca na carreira do técnico o epíteto de professor lhe assentou tão bem. Jesualdo não alcançou a tão apetecida Europa, mas deixa a casa muito mais arrumada do que a encontrou: com uma base de trabalho, também com algumas ideias por completar, mas, acima de tudo, com a mensagem de que, com a mesma matéria-prima, é possível fazer muito melhor.
E, é isso mesmo que se exige a Leonardo Jardim. O treinador madeirense, não obstante a cisão que fará com o modelo do antecessor, terá obrigatoriamente de potenciar alguns dos argumentos já explorados por Jesualdo. Sem competições europeias no horizonte, Jardim – que até já assumiu que estar sentado no banco verde e branco é o cumprir de «um sonho» de criança – terá o tempo e a compreensão, por parte de adeptos e direcção, para fazer desabrochar os jovens rebentos leoninos. Neste ponto, acresce ainda a necessidade de, com as responsabilidades contratuais já resolvidas, concluir os ajustes desportivos, equacionando emprestados e dispensas, e tendo em vista uma pré-época tranquila e sem jigajogas de última hora – o que seria já uma vantagem em relação a alguns dos concorrentes.
Se há algo de que não se pode acusar Bruno de Carvalho, é de falta de decisão. Ainda é cedo para perceber se o caminho escolhido vai ou não dar frutos, mas o presidente tem provado que, com ele, o clube não irá viver de processos que se arrastam por mais tempo do que o estritamente necessário. Depois do processo de negociações com a banca, a saída de Jesualdo e a apresentação de Leonardo Jardim fizeram-se num ápice, sem lugar a bate-boca e novela à hora de jantar, tornando claro mais um exemplo do que têm sido estes primeiros momentos da nova liderança em Alvalade.
Adenda: dois golos de Adrien e dois golos de Ricky van Wolfswinkel não fazem esquecer a pior época da história, mas sabe muito bem ver o público a cantar e chegar ao intervalo a vencer por 3-0 e a pensar: "Está feito! Já posso jantar descansado".
Jesualdo Ferreira e Leonardo Jardim.
A saída é, no entanto, um novo teste para Bruno de Carvalho. Jesualdo, para além de carregar o fardo, suportou também uma equipa completamente estilhaçada e remendou, como pôde, um plantel que, em Janeiro, juntava a posição incómoda no campeonato à saída de vários jogadores que, em setembro, se dizia, seriam essenciais.
E, porque se trata de uma decisão que é tudo menos unânime, é indispensável perceber se a não continuação subentende uma opção integrada no “novo ciclo”, se o presidente teve dificuldades em encontrar argumentos para convencer Jesualdo ou se, por outro lado, e tal como as palavras do antigo técnico o sugerem, a estrutura teve de ficar mais leve, não encontrando as «condições» para que, «no futuro», Jesualdo Ferreira não se sentisse «a mais».
Durante a passagem por Alvalade, nunca na carreira do técnico o epíteto de professor lhe assentou tão bem. Jesualdo não alcançou a tão apetecida Europa, mas deixa a casa muito mais arrumada do que a encontrou: com uma base de trabalho, também com algumas ideias por completar, mas, acima de tudo, com a mensagem de que, com a mesma matéria-prima, é possível fazer muito melhor.
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| Apresentação de Leonardo Jardim em Alvalade. |
Se há algo de que não se pode acusar Bruno de Carvalho, é de falta de decisão. Ainda é cedo para perceber se o caminho escolhido vai ou não dar frutos, mas o presidente tem provado que, com ele, o clube não irá viver de processos que se arrastam por mais tempo do que o estritamente necessário. Depois do processo de negociações com a banca, a saída de Jesualdo e a apresentação de Leonardo Jardim fizeram-se num ápice, sem lugar a bate-boca e novela à hora de jantar, tornando claro mais um exemplo do que têm sido estes primeiros momentos da nova liderança em Alvalade.
Adenda: dois golos de Adrien e dois golos de Ricky van Wolfswinkel não fazem esquecer a pior época da história, mas sabe muito bem ver o público a cantar e chegar ao intervalo a vencer por 3-0 e a pensar: "Está feito! Já posso jantar descansado".
O Sporting somos nós.
Domingo, 19 de Maio de 2013
O último.
Tudo se começa a perfilar para a saída de Jesualdo Ferreira. Sou um confesso admirador do trabalho do professor e independentemente da sua saída, só tenho a tecer comentários positivos ao provável ex-treinador Leonino. Enquanto não se torna oficial, vamos mandando uns bitaites e avaliando o que há para lá do mundo Jesualdo.
Reparo nas redes socias e nos respectivos grupos associados ao mundo Sporting, uma vontade em contar com um treinador ideal para comandar este frágil barco, mas isso não se avizinha uma tarefa facil no que ao campo da unanimidade diz respeito. O Sporting foi, é e será obviamente um clube atractivo para qualquer treinador. Para um treinador com experiência, para a irreverência de um jovem ambicioso, para um treinador de créditos firmados ou para um outro que procure pelo seu lugar ao sol.
Desde Marco Silva a Jesus, Leonardo Jardim a Rui vitoria, Jupp Heynckes a Paulo Fonseca, Marcelo Bielsa a Manuel José, todos têm qualidades e defeitos, uns poderão ser uma realidade possível, outros poderão fazer, apenas, parte de desejos ou preces da nossa parte e todos eles merecerão uma discussão pormenorizada.
Hoje é o último jogo da época e tudo indica que será, também, o último jogo do actual treinador.
Mais logo, em Aveiro nada disso conta! Chegámos ao fim da meta e tudo o que devíamos ter suado, corrido, marcado, para honrar o símbolo que envergamos, não o conquistámos. Contudo, nada do que foi enumerado faz sentido esmiuçar agora. Chegámos ao fim e reconhecemos que pior do que a situação em que se encontra o Sporting hoje, é impossível repeti-la na história do clube. Assim, veremos e viveremos este último jogo da época e gritaremos todo o apoio ao nosso clube do coração, esperançados e crentes do nosso futuro sucesso.
No já habitual onze d’ As Redes do Damas, hoje, em jeito de brincadeira e sendo este o último jogo da época, abrimos uma excepção e colocamos aquele que foi o melhor onze de 2012/13: guarda-redes; Rui Patrício; Defesas; Ínsua, Rojo, Ilori, Cedric, no meio campo; Rinaudo, Dier, Elias e na frente: Capel, Bruma e Wolfswinkel.
Sporting Sempre.
Sábado, 18 de Maio de 2013
Quando se fala em segundas oportunidades... Sim ou não?
http://futebolbrasil.iol.pt/noticias/elias-sporting-flamengo/1450463-1192.html
Aquela que foi a contratação mais cara de sempre do clube, poderia ter uma segunda oportunidade?
Não, eu não me esqueço que foi incorrecto e desonesto, desleal e ingrato. Elias, que foi apelidado de profeta, foi adquirido de forma astronómica, contratado a peso de ouro, com um ordenado chorudo e com a - dificil de compreender - particularidade não poder participar nas competições europeias. Elias, cuspiu no prato onde comeu e armou-se em menino mimado. Foi um pobre de espírito, um cobarde, um garoto que não dignificou nem honrou a camisola que vestiu.
Dentro do campo, ficou visível que tinha muita qualidade, porém a sua atitude passiva e até de alguma forma desinteressada, na maioria dos jogos, começou a ser merecedora dos primeiros apupos no tribunal de Alvalade. Pouca entrega e pouca luta, pouca vontade e pouco suor, fizeram de Elias um mal-amado em nossa casa. Tudo isto, apenas era abruptamente interrompido quando chegavam os grandes jogos em palcos mais importantes. Elias transfigurava-se e deixava em campo a resposta ao porquê de ser presença numa das melhores selecções mundiais (quanto mais não seja, individualmente). Despia-se do estatuto de vedeta e colocava o fato de macaco para trabalhar. Ao serviço do Sporting realizou partidas medíocres, mas também realizou outras verdadeiramente fantásticas. Elias, é um jogador capaz de correr muito, com um forte pulmão, rapidíssimo, versátil e que tornava o meio campo mais equilibrado e consistente. Elias tem qualidade, não duvidem disso. Tem valor, tecnica e capacidade para muito mais, no entanto tem um pequeno problema: é mimado.
Um treinador que viesse a contar com ele, teria que ser alguém que compreenda as condições psicológicas de Elias e que o acompanhe diariamente. Com uma pré-época devidamente preparada, sem sobressaltos, o médio brasileiro poderia ser um reforço a ter em conta. O seu contrato teria que ser revisto, ainda assim será sempre um dossier importante para resolver para a próxima época. É imperativo estudar os prós e contras do seu regresso, ao fim ao cabo, falamos de 9 milhões de euros investidos que até ao momento foram deitados para o lixo.
Enquanto passou por Alvalade, foi, ele e todos, de certa forma embebido num cenário perturbador. A falta de liderança e falta de estabilidade terão contribuído em larga escala para que a sua passagem tenha sido conturbada. Elias, num ambiente diferente, com um treinador capaz de aproveitar o melhor do brasileiro, não tenho a mais pequena duvida que seria uma mais valia para o plantel leonino
Não dizem que saber perdoar é das maiores capacidades do ser humano? Com o jogador a regressar de cabeça limpa, com vontade de mudar a imagem e comprometer-se com a equipa técnica e presidente, a servir de forma irrepreensível o Sporting Clube de Portugal, não seria um cenário para se equacionar?
Elias custou balúrdios aos cofres de Alvalade, não seria possível tentar rentabilizar desportivamente este activo? Estou ciente que o seu vencimento ultrapassa o tecto salarial que a nova direcção quer implementar no futebol, contudo a mensagem foi clara, haverá excepções. Confesso que fui um dos que o apelidei de tudo menos profeta, mas isso aconteceu por ter visto neste jogador capacidades muito superiores às que evidenciou enquanto jogou com a camisola do Sporting.
Desse lado, qual é a opinião? Segunda oportunidade?
Sporting Sempre.
Aquela que foi a contratação mais cara de sempre do clube, poderia ter uma segunda oportunidade?
Não, eu não me esqueço que foi incorrecto e desonesto, desleal e ingrato. Elias, que foi apelidado de profeta, foi adquirido de forma astronómica, contratado a peso de ouro, com um ordenado chorudo e com a - dificil de compreender - particularidade não poder participar nas competições europeias. Elias, cuspiu no prato onde comeu e armou-se em menino mimado. Foi um pobre de espírito, um cobarde, um garoto que não dignificou nem honrou a camisola que vestiu.
Dentro do campo, ficou visível que tinha muita qualidade, porém a sua atitude passiva e até de alguma forma desinteressada, na maioria dos jogos, começou a ser merecedora dos primeiros apupos no tribunal de Alvalade. Pouca entrega e pouca luta, pouca vontade e pouco suor, fizeram de Elias um mal-amado em nossa casa. Tudo isto, apenas era abruptamente interrompido quando chegavam os grandes jogos em palcos mais importantes. Elias transfigurava-se e deixava em campo a resposta ao porquê de ser presença numa das melhores selecções mundiais (quanto mais não seja, individualmente). Despia-se do estatuto de vedeta e colocava o fato de macaco para trabalhar. Ao serviço do Sporting realizou partidas medíocres, mas também realizou outras verdadeiramente fantásticas. Elias, é um jogador capaz de correr muito, com um forte pulmão, rapidíssimo, versátil e que tornava o meio campo mais equilibrado e consistente. Elias tem qualidade, não duvidem disso. Tem valor, tecnica e capacidade para muito mais, no entanto tem um pequeno problema: é mimado.
Um treinador que viesse a contar com ele, teria que ser alguém que compreenda as condições psicológicas de Elias e que o acompanhe diariamente. Com uma pré-época devidamente preparada, sem sobressaltos, o médio brasileiro poderia ser um reforço a ter em conta. O seu contrato teria que ser revisto, ainda assim será sempre um dossier importante para resolver para a próxima época. É imperativo estudar os prós e contras do seu regresso, ao fim ao cabo, falamos de 9 milhões de euros investidos que até ao momento foram deitados para o lixo.
Enquanto passou por Alvalade, foi, ele e todos, de certa forma embebido num cenário perturbador. A falta de liderança e falta de estabilidade terão contribuído em larga escala para que a sua passagem tenha sido conturbada. Elias, num ambiente diferente, com um treinador capaz de aproveitar o melhor do brasileiro, não tenho a mais pequena duvida que seria uma mais valia para o plantel leonino
Não dizem que saber perdoar é das maiores capacidades do ser humano? Com o jogador a regressar de cabeça limpa, com vontade de mudar a imagem e comprometer-se com a equipa técnica e presidente, a servir de forma irrepreensível o Sporting Clube de Portugal, não seria um cenário para se equacionar?
Elias custou balúrdios aos cofres de Alvalade, não seria possível tentar rentabilizar desportivamente este activo? Estou ciente que o seu vencimento ultrapassa o tecto salarial que a nova direcção quer implementar no futebol, contudo a mensagem foi clara, haverá excepções. Confesso que fui um dos que o apelidei de tudo menos profeta, mas isso aconteceu por ter visto neste jogador capacidades muito superiores às que evidenciou enquanto jogou com a camisola do Sporting.
Desse lado, qual é a opinião? Segunda oportunidade?
Sporting Sempre.
Quarta-feira, 15 de Maio de 2013
Recordar é viver. Take 2
Todos os Sportinguistas têm as suas referências futebolísticas e a escolha há uns anos, em plantéis que tinham talento em abundância, era por vezes complicada. Nos 10 anos que Iordanov vestiu de leão ao peito, foram, felizmente, muitos, os grandes jogadores que passaram por Alvalade. Marco Aurélio, Valckx, Oceano, Vidigal, Figo, Acosta, Schmeichel, Pedro Barbosa, Amunike, Cherbakov, Beto, Phill Babb, Di Franschesci, Rui Jorge, são alguns dos exemplos. Foram todos peças importantes nas conquistas de títulos e foram igualmente nomes que tornavam automaticamente e indiscutivelmente, o Sporting como um adversário temível e respeitado. Estes foram grandes ídolos para a nação leonina. Contudo, os meus ídolos, nestes tempos de pré adolescência, eram: Krasimir Balacov, era de ficar deslumbrado com a categoria de Balakov. Era um número 10 de alto gabarito, um jogador com carisma e pinta de estrela; André Cruz, pela sua classe mundial, pela sua postura e pelos seus livres, fatais como destino!; Aldo Duscher, pela sua qualidade (como é óbvio!); mas, confesso que naquela altura, o estilo do número 5, com a sua fita na cabeça a fazer lembrar o Redondo do Real Madrid, era mais que um motivo suficiente para ser um dos meus preferidos; depois, Sá Pinto, pela garra e pelo amor que demonstrava, todas as vezes que envergava a verde e branca. Por fim, mas não menos valoroso neste leque de ídolos, figurou sempre o nome de Iordanov.
O nome de Iordanov era sinónimo de luta, de alma, de vontade, de entrega e tantas outras coisas. O búlgaro ao serviço do Sporting conquistou uma taça de Portugal, uma Super Taça - que neste ano se jogou em Paris - e um campeonato. O antigo número nove leonino foi um exemplo de profissionalismo e, posteriormente, com o abandono de Oceano, tornou-se no primeiro Capitão de equipa estrangeiro. Frases como: "Ser capitão do Sporting é uma honra, mas também uma responsabilidade muito grande.” ; “Capitão não é só para usar a braçadeira." ou "Na Bulgária a minha equipa é a seleção, não tenho clube. O Sporting é que é a equipa do meu coração”, deixam latente a forte ligação entre Iordanov e o Sporting.
O seu amor, entrega e devoção ao Sporting é incontestável e a maior recordação para todos os que viveram a conquista do título, é a da sua subida à estátua do Marquês do Pombal, para colocar um cachecol ao pescoço do leão daquele monumento. Na loucura dos festejos ficará para sempre como uma das imagens emblemáticas dessa grande festa leonina. Era um lutador incansável e o seu sportinguismo era comprovado cada vez que o nome do Sporting precisava de ser defendido.
Mesmo após o erro colossal, que ainda hoje deve envergonhar Filipe Soares Franco e que inclusivamente obrigaram o recurso aos tribunais, as mais recentes palavras do antigo capitão leonino representam bem o exemplo e o respeito que ainda nutre pelo seu clube do coração: "O meu amor pelo Sporting é eterno. Tivemos problemas no passado, toda a gente sabe, chegámos a ir a tribunal, mas não esqueço o Sporting. Esteja onde estiver, é como o meu primeiro amor. As pessoas passam e o clube fica."
Foram este conjunto de qualidades que fizeram de Iordanov um símbolo do Sporting. Mas foram, também, as suas qualidades enquanto homem que o fizeram superar a doença complicada de que foi vítima. A 5 de Maio de 2010 realizou-se (finalmente) a festa de despedida e no término desta nostálgica noite, Iordanov de microfone na mão e lágrimas a escorrerem-lhe pelo rosto, gritou: "Apoiem sempre o Sporting. Viva o Sporting!”.
Tenho a certeza absoluta que a maior parte do actual plantel leonino atravessa a porta 10A sem vergonha nem orgulho. É que para isso é preciso sentir o Sporting, é preciso soar e honrar a camisola, como tão brilhantemente o fez Ivaylo Iordanov.
Sporting Sempre.
Sporting Sempre.
Recordar é viver.
“Foi o pé, foi o pé direito, que chutou a bola assim daquele jeito”, conforme Mário Simões popularizou uma das músicas que compôs sobre o célebre pontapé de «canto» do Morais, o nosso mais mediático e recordado golo.
Neste 15 de Maio, e porque nos prezamos de ser um clube com memória, nada mais justo que felicitar todos os que contribuíram para esta retumbante vitória e recordar aqueles que, embora já tenham partido, farão por todo o sempre, parte integrante da nossa gloriosa e centenária história!
Viva o Sporting!"
http://www.sporting.pt/Noticias/Futebol/Fut_Prof/notfutprof_clubeta%C3%A7adasta%C3%A7as49anos_140513_111299.asp
A 15 de Maio de 1964, o Sporting venceu o MTK Budapeste por 1-0, na final da Taça das Taças, arrecadando o seu primeiro (e único no futebol) troféu europeu. Foi um caminho longo e sinuoso que obrigou a dois playoffs de desempate com Atalanta e Lyon; uma reviravolta com o Manchester United (5-0) após os leões perderem a primeira mão por 4-1; e, inclusivamente, uma finalíssima, pois o primeiro jogo da final com a equipa húngara, terminou empatado a três bolas. Ainda assim, o grande caminho valeu a pena, pois, hoje, todos os Sportinguistas e Portugueses no geral, recordam com saudade o “Cantinho de Morais”, um momento mágico que garantiu para Portugal a sua única Taça das Taças.
Foi há 49 anos que o Sporting conquistou a Taças das taças. Uma conquista que colocou o nome do Sporting no alto patamar do futebol internacional. No patamar dos clubes tão grandes como os maiores da Europa.
Sporting Sempre.
Neste 15 de Maio, e porque nos prezamos de ser um clube com memória, nada mais justo que felicitar todos os que contribuíram para esta retumbante vitória e recordar aqueles que, embora já tenham partido, farão por todo o sempre, parte integrante da nossa gloriosa e centenária história!
Viva o Sporting!"
http://www.sporting.pt/Noticias/Futebol/Fut_Prof/notfutprof_clubeta%C3%A7adasta%C3%A7as49anos_140513_111299.asp
A 15 de Maio de 1964, o Sporting venceu o MTK Budapeste por 1-0, na final da Taça das Taças, arrecadando o seu primeiro (e único no futebol) troféu europeu. Foi um caminho longo e sinuoso que obrigou a dois playoffs de desempate com Atalanta e Lyon; uma reviravolta com o Manchester United (5-0) após os leões perderem a primeira mão por 4-1; e, inclusivamente, uma finalíssima, pois o primeiro jogo da final com a equipa húngara, terminou empatado a três bolas. Ainda assim, o grande caminho valeu a pena, pois, hoje, todos os Sportinguistas e Portugueses no geral, recordam com saudade o “Cantinho de Morais”, um momento mágico que garantiu para Portugal a sua única Taça das Taças.
Foi há 49 anos que o Sporting conquistou a Taças das taças. Uma conquista que colocou o nome do Sporting no alto patamar do futebol internacional. No patamar dos clubes tão grandes como os maiores da Europa.
Sporting Sempre.
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