sexta-feira, 1 de Agosto de 2014

Já não se usa esse tal “amor à camisola”

São cada vez menos os jogadores que dedicam a sua vida a um clube; Aqueles que não se interessam só por milhões e que sentem amor à camisola, aqueles que beijam com sentimento o emblema que ostentam ao peito, aqueles para quem isto é muito mais do que um clube... practicamente desaparaceram com a modernização do futebol.

Lembro-me de ser pequenino e o meu sonho ser jogar no "Mágico", e quando me perguntavam onde gostaria de jogar se fosse jogador de futebol, o meu coração começava a bater mais depressa e embrulhado nos meus delírios de criança, carregados de amor e paixão, faziam-me responder em alto e bom som: no Sporting!  Jogar neste clube era o sonho de uma vida. Vestir esta camisola, vestir a camisola do clube do meu coração era uma honra e um privilégio. Nunca concretizei esse sonho, não quis o destino que fosse um grande jogador, mas continuo com a mesma ideia de que se um dia tivesse entrado em Alvalade para defender as cores do Sporting, nunca mais ia querer sair. Haverá algo mais gratificante do que fazer o que gostamos e ao mesmo tempo defender o símbolo que amamos desde sempre? Sinceramente não me parece que exista. 

Os mercados de transferências e os valores das mesmas, assim como os contratos milionários assinados pelos jogadores mudaram muito o futebol e os seus intervenientes. Hoje, o futebol é acima de tudo um negócio, a paixão pela modalidade deu lugar ao amor pelo dinheiro, não interessa a camisola que se veste mas sim o valor que nos pagam para a vestir. Não vale a pena criarmos ilusões quanto a este assunto.  Falando em concreto dos "nossos", jogadores como Peyroteo, Travassos, Vitor Damas, Manuel Fernandes, Ricardo Sá Pinto... são cada vez mais uma miragem. O caso Dier foi mais um episódio de uma série mais que batida, cujo o final é previsível. Dier acabará como um Pedro Mendes ou um Ilori desta vida. Depois de tanta conversa sobre amor e querer continuar no Sporting, na primeira oferta que cumpriu os requisitos exigidos no contrato (Godinho e prisão, não combinava bem?), o jovem central faz as malas e compra bilhete para Londres, sem hesitar ou pensar no clube que o acolheu desde os 9 anos de idade. É triste, no mínimo...



Ora, sem amores destes passamos nós bem. Diz o ditado que não devemos dar um passo maior do que a perna, ou que quem tudo quer tudo perde, e são cada vez mais os jogadores -com potêncial - que optam por “dar o salto” precocemente, acabando por ser emprestados a outros clubes de dimensões e aspirações bem mais modestas. (Bruma, estás aí?) 

Dier ainda não era um titular absoluto, não o foi na época anterior e, caso Rojo se mantenha no plantel, Dier seria sempre uma alternativa. Uma alternativa com qualidade e muita margem de progressão, é certo, mas ainda assim, uma alternativa. Desperdiçou a possibilidade de jogar uma Liga Dos Campeões, de disputar um campeonato e duas taças por uma equipa que é claramente candidata a vencer competições, para representar uma equipa que, com todo o respeito, não irá entrar nas contas para ganhar nada. Sinceramente, julgava este miúdo mais inteligente. E apaixonado também. Afinal, nem uma coisa nem outra. 

Amor à camisola? Isso já não se usa! 


Sporting, tu vais vencer!


quinta-feira, 31 de Julho de 2014

" A bola" e o complexo com Dier

O assunto inevitável do dia de hoje: Eric Dier. 

O jornal "A bola" continua com o desejo incontrolável de querer que o Sporting prescinda dos serviços do internacional sub-20 inglês. Há uma semana, e segundo este mesmo jornal, Eric não via com bom olhos a continuação em Alvalade, o que afastava o Sporting de conseguir renovar com um jogador que tem contracto até 2016, sendo por isso, quase certo que o futuro do central leonino passaria por terras de sua Majestade.  



Volvidas 24 horas, Jeremy Dier - Pai e empresário - diz o seguinte: «Há muita especulação. Ele está feliz no Sporting e cabe-lhe trabalhar para conseguir o seu espaço na equipa. (...) Ele sempre foi fiel ao clube onde é muito feliz. Ama o Sporting, ama jogar no Sporting e quer continuar no clube. É falso que tenha recusado qualquer oferta de renovação de contrato, por parte do Sporting.» Contudo, para este mesmo jornal, estas declarações não fazem qualquer sentido. Quem é o pai do jogador para dizer tal coisa?

Ontem, mais uma vez, " A Bola" bate na mesma tecla: Eric Dier segue para o Tottenham a troco de 5 milhões. O que me deixa mais perplexo é que horas antes, Bruno de Carvalho é peremptório ao afirmar que não existe nenhuma proposta por nenhum jogador leonino, ainda assim pensarão os responsáveis do jornal: quem é o presidente do Sporting para dizer tal coisa? 

Não é novidade para ninguém que a comunicação social aproveita a silly season para aumentar as vendas, o que é legitimo porque "isto" também é a forma de muitas pessoas colocarem comida em cima da mesa, porém as margens jornalísticas do bom-senso, da isenção e da informação são trucidadas. De que Portugal tem uma péssima classe jornalística, isso também ninguém duvida. Tornou-se habitual fugir à isenção, sofrer pressões de forças externas e tomar partidos.  

Na deontologia de um jornalista o primeiro e talvez o mais elementar dos deveres do mesmo é o de relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade. Mas como o futebol, assim como restantes desportos, mexe com o público, mexe também com o jornalista que tem, como diria Jaime Pacheco, claudicado variadíssimas vezes por não assumir o papel que dele se exige: o de permanecer neutro face à informação que está a divulgar.
Hoje, a veracidade das notícias na comunicação social ( Grupo Cofina, "A bola" e O Jogo") é praticamente nula. Com mais um ano de contrato e um cláusula de rescisão de 20 milhões de euros, uma margem de progressão tremenda, um miúdo de cantera leonina e com muitos anos de casa, não são factores mais que suficientes para alguém os alertar que estão a confundir o Toys"R"Us com o Sporting clube de Portugal? Por 5 milhões não conseguiam nem levar o presidente a sentar-se à mesa das negociações...(se assim for, é um mau negócio!)




Não me vou aprofundar muito neste assunto. Apenas vou justificar o talento que consigo ver em Eric Dier, utilizando outro puto da mesma escola: Adrien. Esteve no Chipre, em Coimbra e depois voltou ao Sporting e só não esteve no Brasil porque Paulo Bento não quis tirar a chupeta. Actualmente o número 23 leonino, é um jogador de alto gabarito. É inquestionável no onze e foi um dos melhores a actuar em Portugal na época passada. Há um ano, vender Adrien, para alguns adeptos sportinguistas, era uma boa forma de lucrar meia dúzia de tostões, passado um ano, vender Eric Dier, é para esses mesmos adeptos outra meia dúzia de tostões, o que no meu entender são números que não compensam a qualidade deste enorme central.

Muito mudou no reino do leão... Agora, parafraseando Augusto Inácio, «Tirem o cavalinho da chuva, não há saldos». Longe, felizmente, vão os tempos em que todos saiam por tuta-e-meia e os que entravam custavam milhões. Agora, existe em Alvalade quem prepare a época de forma sigilosa e tranquila ( Saar é disso exemplo) e nós adeptos, agora, adquirimos o hábito de acreditar nos factos e notícias com base nas palavras e no trabalho de Bruno de Carvalho.

Tudo o resto meu caros, é bullshit!


Sporting Sempre




terça-feira, 29 de Julho de 2014

Keep calm porque isto é pré-época

Ao fim de uma semana e depois de 3 jogos amigáveis, eis que termina o estágio do nosso Sporting no país das tulipas. É tempo de fazer contas e tentar perceber se o saldo foi positivo ou negativo. 

É factual que as coisas não terminaram da melhor forma, certamente que a maioria dos adeptos não estaria à espera de uma exibição tão cinzenta frente ao Twente, mas não podemos cair no erro de resumir uma semana de trabalho, em 90 minutos de jogo, onde visivelmente não estivemos ao nível a que estes leões já nos habituaram. Não é justo, e muito menos correto da nossa parte, crucificar os intervenientes e começar a disparar em todas as direções. Ou porque este esteve a dormir, ou porque aquele não quis correr, ou porque o outro parece mais pesado e preso de movimentos, etc... O jogo correu mal, ponto. E não foi a A, B ou C, foi a toda a gente. Não vale a pena andarmos a tentar arranjar bodes expiatórios, nem acreditar ou dar crédito à malfadada bipolaridade sportinguista.



Sabíamos que este ia ser o jogo mais difícil do estágio na Holanda, mesmo estando perfeitamente ao nosso alcance, tratava-se de uma equipa com uma semana de avanço em termos de preparação e esse tempo acabou por fazer a diferença na partida. Não estávamos tão frescos, alguns jogadores acusaram o desgaste do intenso trabalho realizado nos últimos dias, tínhamos jogado 48 horas antes e tudo isto levou a que a equipa não conseguisse dar a intensidade desejada ao seu jogo, que caso tivesse acontecido, o resultado final teria sido bem diferente. 
Na segunda parte até conseguimos equilibrar mais as coisas, fomos mais equipa do que na primeira parte e penso que até poderíamos ter conseguido chegar ao empate caso Maurício não tivesse sido expulso de forma infantil. Foi um jogo desastroso é um facto, Marco Silva percebeu que também há muita coisa ainda para corrigir e fazer melhor, porque no fundo é para isso mesmo que servem estes jogos a feijões. Não vamos fazer disto um drama, foi apenas mais um jogo. 

O balanço final é positivo, melhorámos o nosso futebol nesta ultima semana de trabalhos e a prova disso foi o jogo contra o Utrecht. Demos show de bola no último sábado, e aí sim, deu para ver o que esta equipa consegue fazer quando está no seu melhor. Acredito que já no próximo jogo as coisas vão ser bem diferentes, em Alvalade e com o carinho e apoio da nossa gente, a equipa vai querer mostrar que o jogo de ontem é apenas parte de um processo de evolução para construir uma equipa à imagem do grande clube que somos. 

A Lázio que se cuide porque o Leão está ferido e e se já havia muitos motivos para ganhar o jogo do próximo dia 1 de Agosto, agora há muitos mais. Marco Silva deverá apresentar uma equipa mais próxima daquela que fará parte do elenco desta nova temporada. Depois do que observei nas últimas partidas e sendo justo para com os que mais fizeram e trabalharam até agora, permitam-me a ousadia de mostar a minha escolha: Boeck; (caso Patricio não jogue ainda) Jefferson, Dier, Mauricio, Cédric; Uri; (William não está apto ainda), Adrien, André Martins; Shikabala (não acredito que seja ele a escolha do mister mas seria a minha), Carrillo e Tanaka (porque merece a titularidade). É importante vencer este jogo de apresentação aos sócios para entrarmos com o pé direito em Alvalade. Vamos ter pela frente, à semelhança do ano passado, mais uma equipa italiana. Ficaram boas lembranças do confronto com a Fiorentina, que o mesmo se possa repetir desta feita com a Lázio de Roma. 




Sporting, tu vais vencer!




quinta-feira, 24 de Julho de 2014

Tanaka, o calcanhar de Achilles (29)!

Não será descabido dizer que ontem tivemos um modesto adversário pela frente, o Achilles 29 foi o último classificado da segunda divisão holandesa na época transata e logo por aí seria de esperar um resultado avolumado. E Assim foi. 

Nos dois primeiros golos que marcámos, deu até uma sensação de época natalícia tais foram as “prendas” oferecidas, primeiro do guarda-redes no golo do Tobias Figueiredo e depois do defesa que pareceu ter ficado atrapalhado com a bola nos pés devido à próximidade de João Mário. Shikabala entrou nas contas do onze inicial apresentado por Marco Silva e entrou forte e determinado. O lado esquerdo do nosso ataque foi sempre o mais perigoso na primeira parte. Mais uma vez o egípcio deixou boas indicações e mostrou estar decidido a conquistar um lugar ao sol no plantel leonino. Foi uma equipa despida de habituais titulares, apenas Jefferson e Mané faziam parte desse grupo. O treinador leonino aproveitou para colocar em campo as caras novas e desta forma tirar mais alguns apontamentos. Fez bem o mister, pois este era o jogo ideal para experiências mais arriscadas e de dar oportunidade aos menos utilizados. 

Depois do segundo golo adormecemos e como normalmente acontece nestas situações, consentimos um golo ao adversário. Foi sem duvida o sector que mais dificuldades demonstrou durante o jogo, tanto no momento de defender como no momento de construir jogo a partir de trás. O central Paulo Oliveira terá sentido em demasia o peso da camisola e isso terá provocado algum desconforto no ex-vitória de Guimarães. Esperemos que, de jogo para jogo, fique mais seguro de si próprio para que possa ser uma opção válida no futuro. Sentimos demasiado, penso eu, a falta de um William ou um Rosell naquele meio campo, Wallison esteve sempre muito distante do jogo e naquela zona do terreno estamos habituados a presenças bem mais fortes. Por falar em William, já tenho saudades de te ver em campo rapaz! Espero "matar saudades" ainda durante a estadia nos Países Baixos. 



Confesso que estava ansioso pela entrada de Gauld em jogo, penso que é um sentimento geral na comunidade sportinguista, são grandes as expectativas em volta do puto maravilha e das primeiras vezes que tocou na bola, pumba... uma assistência para golo. Rápido, eficaz. e nada envergonhado o jovem escocês, nada mesmo! Quem não teve espaço no saco para mais nada foi Tanaka com os 3 golos que levou do jogo. Revela ser um jogador interessante este Japonês. Bastante móvel na frente do ataque, prefere muitas vezes assistir do que rematar mas ao mesmo tempo revela frieza e sentido de oportunidade para finalizar algumas jogadas. Gostei bastante do que vi. Apesar de o adversário ter sido bastante “mole” defensivamente, Tsubasa revela polivalência como atacante e acredito que possa vir a ser muito útil para a equipa. 

Venha o próximo adversário! Até agora tudo tranquilo, está a ser “cada tiro cada melro” nesta pré-temporada. 

Sporting, tu vais vencer!


quarta-feira, 23 de Julho de 2014

Não fazes o que eu digo mas farás o que eu faço!

Com alguma naturalidade assistimos ao Campeão Mundial de Futebol 2014 como sendo a selecção que menos surpresa causou no seu trajecto. Embora com jogos mais ou menos difíceis os alemães foram subindo os degraus do torneio com a frieza, a táctica e alguma raça que os caracteriza. Olhando para a final disputada no dia 13 de Julho até que apontei baterias à Argentina que a bom sofrer, e por mérito próprio teve direito a disputar o derradeiro jogo, ainda mais por ter Marcos Rojo como aposta na identidade do conjunto Alviceleste.

Mas o porquê de falar agora da Alemanha e do seu futebol? Bem, naquele mítico ano de 2000 em que Portugal deu a volta à Inglaterra no primeiro jogo (3-2 depois de estar a perder por duas bolas), sofreu para ganhar por 1-0 à Roménia e despachou no final da fase de grupos a selecção Mannschaft por 3-0 com o agora treinador do Braga em destaque, o país alemão mergulhou numa introspecção acusando a fraca prestação no Europeu Benelux. A Liga e a Federação iniciaram assim uma reforma para todos os clubes do 1º e 2º escalão que os obrigou a desenvolver academias de formação com bases em infraestruturas, programas de educação para os jogadores, metodologias de optimização do rendimento desportivo e contratação de técnicos especializados.

Após combater o excesso de jogadores estrangeiros, maioritariamente causado pela sobrevalorização da Lei Bosman, uma empresa independente passou a avaliar de 0 a 3 estrelas todas as academias e, em função da nota dada, recebiam um prémio sem custos nem para a Liga, nem para a Federação, pois o mesmo era oriundo de uma verba do Fundo de Solidariedade da Liga dos Campeões. O resultado dos últimos anos, tanto em torno da Selecção como dos clubes fala por si. Em média, cada equipa da Bundesliga tem 15 jogadores no seu plantel principal proveniente das academias de formação, 36 clubes profissionais da Bundesliga possuem hoje cerca de 282 equipas de formação, Ainda hoje, existe uma média de 20% dos jogadores que actuam no clube que os formou.



Embora cá em terras lusitanas a ideologia seja outra, sobressai à vista de qualquer um o clube que mesmo sem as "tais ajudas" do "tal sistema", insiste na formação. E como o Sporting Clube de Portugal não é o único clube do mundo que os forma também investe em pérolas por lapidar. Um belo exemplo dos diamantes (ainda) em bruto é o jovem escocês Ryan Gauld que, já tem o peso do mundo às costas, mas que o Sporting certamente saberá lançar aos tubarões na altura certa. Até lá a protecção passa por não lhe deixar a fama atravessar no caminho do trabalho já que todos depositamos grandes esperanças no Mini-Messi mas queremos também uma mais valia para as nossas metas.

Tal como falado já inúmeras vezes, a proactividade do clube leonino irá certamente contagiar outros clubes mas se calhar apenas nos darão razão na altura do seu colapso. Logo veremos...
É certo que nas Alemanhas e nas Inglaterras a média de público dá uma coça brutal ao que se passa em Portugal. Também é certo que nas 20 maiores médias mundiais de público em estádios os escalões secundários alemães e ingleses também dão coças a muitos países amantes de futebol. Por cá, como não temos direito a tais benefícios, até porque a Crise já é de há muito, lá vamos remediando com regras à aleatoriedade dos sorteios dos campeonatos profissionais. Chamemos-lhe... The Portuguese System!

Mas para o mal do futebol ainda dependemos muito dos empresários e de alguns egoísmos. Volto a falar no livro do ex-jogador Fernando Mendes que, além de retratar alguns casos de doping (do tipo meter substâncias antes de grandes jogos europeus e ainda hoje há futebolistas campeões do mundo a pensar como perderam todos os lances para o modesto lateral esquerdo), relatou também como se fugia aos controlos (no sistema antigo era o fisioterapeuta que tirava uma bola com o número seleccionado do saco mas quem tinha tomado o suco do além teve direito a que as ditas fossem passar umas horas ao congelador para se diferenciarem à mão). Expondo estes e outros casos aproveitou ainda para falar dos empresários em Portugal já que não interessava minimamente a qualidade de um jogador desde que o negócio envolvesse comissões para todas as partes. O resultado final foi um campeonato nacional que tinha mais estrangeiros a jogar que portugueses na bancada.



Quem sabe se não será já este ano que o nosso trabalho trará os nossos resultados. Além do mais o vender para pagar contas ficou fora de moda e as pressões financeiras acabam por passar para os jogadores. O tal "sistema" do qual falamos ainda não consegue dar um exemplo ético para os intervenientes. Talvez o Sporting Clube de Portugal acabe por dar... ou os seus resultados práticos num futuro próximo!

Verde, logo existo!


terça-feira, 22 de Julho de 2014

As bocas da lampionagem

"Pelo menos ganham uma taça"

Confesso que não dou grande importância a estes jogos de pré-época, já o referi anteriormente aquando da penúltima edição da taça de Honra da Associação de Futebol de Lisboa, na qual o Sporting também venceu o Benfica. Óbvio que estaria a mentir se vos dissesse que mesmo sendo a feijões não queria ganhar. É, tal e qual, como este meu amigo lampião me costuma dizer: "a cara de quem ganha nunca é igual a de quem perde". Um derbie tem sempre um sabor especial, é sempre um jogo mais intenso e que nos provoca mais emoção porque é onde a rivalidade fica em brasa e só por isto... caramba, uma taça, é sempre uma taça!

Mas o mais importante é que são jogos que servem para preparar, definir, experimentar, entrosar e preparar soluções para quando for a doer, no objectivo jogo a jogo, o Sporting saía vencedor, se possível em todas as partidas. 



"Vocês têm a SportingTV mas precisam da BTV para ver o jogo"

Apenas acrescentam mais uma história ao seu rol de demonstrações de falta de ética e conduta desportiva. Está no sangue do clube. Esta é a verdadeira essência de um clube com o Benfica. Desde a falha de luz, o ligar do sistema de rega, os oculinhos para o treinador do Tottenham, o "limpinho limpinho" e mais recentemente, o "temos que fazer outras cenas".

O director geral da BTV tem o desplante de dizer isto: "Não podemos ser acusados de ter feito algum boicote aos clubes adversários, pelo facto do canal não ter emitido em directo a entrega da Taça de Honra ao Sporting. Nós temos tempo limite de satélite e horários para cumprir, aquilo atrasou-se um bocado, nós tínhamos outras coisas para fazer".
Como é que é possível, um clube que adquire os direitos televisivos de um torneio, corte a emissão numa altura em que os jogadores leoninos se perfilavam para levantar a taça? É a BTV e o Benfica no seu esplendor.

Isto, não só é surreal, como é igualmente vergonhoso. São este tipo de atitudes que afastam o respeito pelo adversário e que ao mesmo tempo são geradores de ódios e conflitos. São muitos, demais até, os episódios protagonizados pelo nosso rival. Gestos que em nada enaltecem um clube centenário como o Benfica, como também ofuscam o mérito das suas conquistas. 

"Quando for a sério, estamos aqui para ver"

No Restelo,  os adeptos Benfiquistas iam tentando travar o ímpeto das claques leoninas. Um esforço inglório mas que ainda assim, de maneira muito baixinha ouvia-se algo como: " O campeão voltou, o campeão voltou!".

Pois eu penso que não voltou. O campeão da época passada, não é este Benfica 2014/2015 e por diferentes e variadas razões:  A principal e segundo o artigo do Diário de Noticias a torneira do BES fechou, depois segue-se aquela que é considerada a maior transferência nos bastidores do futebol, falo do "treinador" da selecção Jorge Mendes que se mudou para o clube da fruta e por fim - mas que terá sido o inicio - o famoso jantar, no qual não apareceram os mais influentes da equipa, o que terá deixado o orelhas a arder e a promessa de que estes não voltariam a jogar no clube. 

Ao contrário do que dizem, de que "quando for a sério, estamos aqui para ver", os Sportinguistas também estão ansiosos e sobretudo confiantes. A palavra confiança esta época em Alvalade surge fortificada, pois quando o plantel - ainda - é praticamente o mesmo, o treinador é sinónimo de qualidade e a direcção mostra-se firme e empenhada no objectivo comum ao universo leonino, temos razões de sobra para encarar o que se avizinha com confiança. Mais preocupado estaria se tivesse um plantel esquartejado dos pés à cabeça e episódios à lá Bruma.



"Vocês falam muito da formação mas só compram putos estrangeiros"

Outra vez errado! Agora, na Holanda por exemplo, são 14 jogadores com o carimbo de Alcochete. E até vou mais longe, são tanto que por vezes dá a sensação que alguns caiem no esquecimento, é o exemplo de Foboko. Será assim tão inferior ao Simeon? E Zezinho não teria lugar no plantel do Sporting?

Esta convocatória para o estagio na Holanda, é uma clara manifestação da força que tem a formação do Sporting no actual plantel principal. Rui Patrício, André Martins, William Carvalho, Eric Dier, João Mário,  Adrien, Mané, Cédric, Wallyson, Chaby, Iuri Medeiros, Esgaio e Tobias Figueiredo, Chega?
O Sporting continua a formar em quantidade e qualidade. A propósito, penso que estão aqui nestes nomes, alguns da melhor fornada proveniente de Alcochete.

"Então e o Shika prendeu o burro?"

Tenho ideia de que se trata de um boato lançado pelo jornal do FêCêPê, o "Jogo", na tentativa de criar uma tempestade num copo de água, e também fico com a ideia de que alguns Sportinguistas o "engoliram" mesmo sem ter a certeza do teor verídico ou da "pureza" de tal informação. 
Isto pode ser facilmente desmascarado se eu dissesse que que Shikabala, devido ao Ramadão, foi mais cedo para os balneários? Também se diz que é à pala deste nono mês do calendário islâmico que a transferência do internacional Egípcio Rabia ainda não foi oficializada. 

Mas isto são fait-divers para desviar atenções dos verdadeiros problemas. O Sporting começa a preocupar muita gente, e é neste tipo de "não-notícias" que se percebe claramente.

Quando o maior problema na pré-temporada é o amuo do Shikabala (que curiosamente aparece hoje numa foto à chegada de Amesterdão com a cremalheira toda à mostra) é sinal que as coisas vão bem no reino do leão.


Sporting sempre



domingo, 20 de Julho de 2014

Empréstimo, outra vez...

«Estamos muito felizes por ter concluído esta negociação e confiantes de que Wilson irá ajudar-nos a atingir os nossos objectivos. É um jogador de muita qualidade, rápido e objectivo, que pode jogar em várias posições do ataque» Zoran Mamic, director desportivo do Dínamo de Zagreb. 

Wilson Eduardo, ao que tudo indica, tem a Croácia como o seu próximo destino. Aos 24 anos, vai ser cedido novamente por empréstimo.




Se por um lado, Wilson é um jogador da casa, extremamente profissional e com uma qualidade ligeiramente acima da média, por outro, é também um jogador que ao longo da sua carreira é sucessivamente cedido por empréstimo a outros clubes.

Isto demonstra bem que apesar da sua "rodagem" noutras paragens, nomeadamente em equipas da primeira liga, não foram suficientes para que se conseguisse impôr e ser uma opção válida nos diferentes planteis do Sporting.

Na época passada, na qual, as expectativas não eram elevadas, Wilson Eduardo conseguiu um lugar no plantel de Leonardo Jardim, tendo realizado uma época com números positivos quer ao nível de assistências quer ao nível de golos, contudo, também foi bem visível em muitos outros jogos, que este leão da casa, tem as suas limitações e fragilidades.

Neste momento, Wilson, na tentativa de convencer Marco Silva, respondeu com golos. O técnico leonino, ao que parece, não ficou entusiasmado. A fasquia e ambição em Alvalade, ganham finalmente contornos reais. Pessoalmente, apesar de Wilson Eduardo ser um produto da casa e um bom jogador, não é mais do que isso. Para defender e usar a camisola do Sporting clube de Portugal, é preciso mais do que profissionalismo e muito mais do que ser razoavelmente bom. Não podemos esperar, nem achar, que todos os jogadores oriundos da melhor fábrica de talentos do mundo, sejam "Cristianos Ronaldos" e "Nanis", como também não nos pudemos iludir que por ser da formação tem obrigatoriamente que fazer parte do futebol profissional do Sporting. 

Apesar de representar e defender sempre o Sporting com "unhas e dentes", o futuro de Wilson Eduardo não passa por Alvalade. Wilson não é o melhor de todos os rapazes de verde branco, mas será sempre um dos nossos!

Boa sorte, Wilson Eduardo!


Sporting sempre